Reconstrução da Estrada do Perau tem início; sistema Pare e Siga pode ser adotado durante as obras

Reconstrução da Estrada do Perau tem início; sistema Pare e Siga pode ser adotado durante as obras

Foto: Vinicius Becker (Diário)

A ligação histórica entre Santa Maria e Itaara começa a ser reestabelecida. Depois de vários meses de espera, foi assinada na tarde desta segunda-feira (26) a ordem de serviço que autoriza o início das obras de reconstrução da Estrada do Perau. O prazo para conclusão e liberação do trecho é de seis meses. 


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Os primeiros passos incluem a limpeza do terreno e finalização do projeto – fase que deve durar de duas a três semanas. Depois, será executado o trabalho na encosta e na via. O projeto prevê a reconstrução de um trecho de aproximadamente 60 metros de extensão e 7 metros de largura, que permanece totalmente interditado desde os deslizamentos provocados pelas fortes chuvas de maio de 2024. Também serão removidas árvores, solo e pedras que oferecem risco de deslizamentos, fazendo em seguida as estruturas de reforço e contenção das encostas. A obra será executada pela empresa FG Fundações e Geotecnia Ltda, de São Paulo, vencedora da licitação no modelo semi-integrado, no qual a contratada é responsável tanto pela elaboração dos projetos quanto pela execução dos serviços. A empresa é a mesma que atua nas obras de contenção de encostas na BR-158, em Itaara. O investimento é de R$ 20,7 milhões, vindos do governo federal. 


Assinatura da ordem de início ocorreu próximo ao trecho interditado na Estrada do Perau

A assinatura da ordem de serviço teve a presença de autoridades, como o prefeito de Santa Maria, Rodrigo Decimo (PSD), o prefeito de Itaara, Sandro Ferigollo (PT), além de vereadores e demais políticos ligados à região. O deputado federal Paulo Pimenta (PT) também participou da cerimônia. Ainda nos pronunciamentos iniciais, o Executivo afirmou que o sistema Pare e Siga não será adotado nas fases iniciais da obra. Novas avaliações, no decorrer do serviço, serão feitas levando em consideração, principalmente, a segurança viária no local.

– Com o início das obras, juntamente com a empresa, vamos ver quando seria possível uma permissão para que haja circulação, mesmo que de forma parcial, em determinados horários. É uma estrada estreita, não tem muita condição de fazer um caminho alternativo. Então é possível que, durante a obra, os equipamentos ocupem toda a largura da via. Mas também é possível que possamos tratar com a empresa a possibilidade de que, naqueles horários de maior pico, essa ocupação da via seja de forma parcial e que, através do sistema Pare e Siga, permitir que as pessoas circulem entre esses dois municípios – afirma Decimo, que também ressaltou a importância da aguardada reconstrução do trecho para a região.

Prefeito de Santa Maria destacou o apreço pela segurança viária no local

O sócio-diretor da empresa responsável pela obra, Fábio Oliveira, também falou sobre as primeiras fases e a possibilidade de liberação parcial da via:

– Temos o projeto praticamente desenvolvido. Vamos entregar para a prefeitura para dar a viabilidade e, então, a gente realmente começar a obra. Enquanto isso, a gente vai fazer a supressão vegetal, né, para ver o que está acontecendo por baixo, de fato. A topografia já foi feita e agora é começar a trabalhar com toda segurança para o local. E, se a gente puder liberar a via, vai liberar.

Fábio Oliveira, sócio-diretor da empresa vencedora da licitação


Relembre

A Estrada do Perau está totalmente bloqueada há mais de um ano, desde as chuvas intensas de maio de 2024, que provocaram grandes deslizamentos, comprometeram o paredão rochoso e destruíram a pista. O bloqueio interrompeu a ligação direta entre Santa Maria e Itaara, afetando o deslocamento diário da população e o escoamento da produção agrícola.

Ao longo de 2024 e 2025, o risco de queda de pedras aumentou, tornando o local ainda mais instável. Para viabilizar a obra, a prefeitura apresentou sucessivos planos de trabalho à Defesa Civil Nacional. A licitação atraiu nove empresas e foi homologada em outubro. Desde então, prefeitura de Santa Maria e governo federal trabalhavam nas etapas que antecedem o início das obras em campo.


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